1.1.17

SEMENTE

Finalmente 2017, ano que em sua soma resulta o UM. 
Vamos semeá-lo.
Um novo começo que como a semente, determina novos frutos.
Estamos vibrando em uma energia poderosa.
Vindo além dos nossos horizontes, também seremos regidos pela energia do oriente, representado pelo Galo. 
Em se tratando de energias traduzidas, sofremos as divergências de quando ele se inicia. Há quem diga que em 3 de fevereiro 23H47.
Fiz uma escolha por uma data, comum em minhas fontes de pesquisa, mas não existem verdades absolutas. 
Cada tradição segue sua linha de entendimento e métrica.
Assim se segue também a lógica de muitos sacerdotes na questão de qual Orixá irá reger nossas vidas.
Talvez aqui, o maior desafio.
Para simplificar, vamos entender que no Brasil temos a Umbanda e o Candomblé, como as manifestações mais populares de uma cultura sagrada, ancestral, de matriz africana, no entanto representada aqui, por grupos de várias nações e tendo seus celebrações e ritos, adaptados, para o calendário Cristão.
Na Africa, sem os sincretismos, aqui presentes, tudo se torna diferente.
Para os Sacerdotes Africanos, o entendimento de quem é o ano, se faz, na consulta do Odu. Cada Ilê, então, pode ser regido pelo Odu (destino) e Orixá que foi determinado no Ifá, sorteando aquela comunidade. Sorte significa destino.
Consultando um Babalao Nigeriano do Culto de Ifa, ficou claro que cada grupo, segue uma ciência.
O Calendário Ioruba é constituído de uma semana de quatro dias, e não os sete aos quais estamos acostumados. 
Para cada qual, três Orixás o rege. 
Sendo assim, a vibração de hoje, domingo, é a dos Olodés, o que determina que seremos guiados pelos Orixás Caçadores, que no culto original são: Ogum, Odé, Logunedé e Obaluae, o que sugere um indício de como será o ano.  
Cada comunidade, clã ou egrégora, segue então o que o Odu determina. 
Este pensamento arquitetado, aponta que não existe uma regência coletiva. 
Outra fonte, deixou o assunto mais complexo, acertando que o começo do ano, segundo o Odu é em junho e que segundo algumas tradições Odé e Oxossi são dois orixás distintos, sendo o primeiro mais velho e portador de uma flecha só, enquanto o segundo, mais novo porta várias.
Tais argumentos não deixam dúvidas para o entendimento de que não existe a tal verdade absoluta.
Concluo meu texto saldando Yemanja, Oxaguian, Oxossi e Oxum e lembrando que segundo o Xamanismo, todo ponto de vista é sagrado.

Um ano de despertar,
para todos nós.

OM Namah SHIVAya

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