O Xamanismo e as Raízes Urbanas
O Xamanismo é uma herança de nossos antepassados e sendo uma cultura ancestral de muita valia, foi incorporada nas últimas décadas pelas Urbes do planeta, como uma prática New Age, numa proposta que muitas vezes foge a sua raiz.
Entendam que parte deste processo é ter ou saber tocar um tambor, se conectar com um animal aliado ou expandir a consciência em rituais com as plantas de poder, mas como eu disse: parte.
A ritualística das práticas xamânicas, visa um entendimento nosso, que estamos conectados á forças invisíveis e um avanço em nosso status evolucional e ponto. Isso por que fora do contexto, muito que fazemos [dentro desta forma de viver], se perdeu ou ainda não se achou.
Para praticar o xamanismo é preciso entender que toda ação pode levar á um alto conhecimento. Á outro estado mais profundo de consciência. Esta informação traduz que temos um controle de nossas vidas. Para usarmos este legado de ferramentas é preciso não se prender a forma que foi recontada e reinventada necessariamente. Ninguém vai se conectar com um Búfalo, tão fácil assim e temos aí o animismo, as projeções para explicar muito do que se acha que se faz por aí. Podemos ser mais modestos e nos conectarmos com nossos sentimentos, só pra começo de conversa. Fora isso, tudo vira uma grande encenação, um circo de mágicos, animais enjaulados e todo um picadeiro que termina quando o show acaba.
Em 13 anos de jornada, sinto falta de modelos. Homens que encarem este caminho com a devida seriedade e comprometimento que ele merece. Pouco e ralo foi meu contato com referências ou lideranças verdadeiramente xamãnicas. E a parte alguns pontos de vista, o problema não está em encontrar um xamã de linhagem no Brasil, mas em saber de alguém que não vive um estereótipo de conector.
Todos somos xamãs pela essência, na verdade todas as formas de vida são. Animais, plantas, todos somos veículos de cura para nós mesmos e para o coletivo. A origem da palavra atenta ao papel de um homem que desempenha a função de despertar o espírito, então já que modernizamos a profissão, vamos redefinir o processo seletivo.
Eu proponho que cada um que tenha lido este texto, que pare por algum tempo e se sinta pronto para recomeçar. Que encare a própria vida como uma jornada onde se trilha sem dinheiro no bolso. É preciso trocar para sobreviver neste lugar. Então esta jornada pede que a cada passo, entremos em contato com nossos pontos vulneráveis e também traga gratas surpresas na forma de qualidades que desconhecíamos.
São estas descobertas, estes insights que vão definir que peregrinos somos e nos tornar capazes de interferir em nosso eco sistema.


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