8.9.13

Roda De Cura

Quando assumi criar este blog, era apenas um caderno de notas, onde eu colocaria impressões minhas sobre o xamanismo, sem se quer ter uma ideia de quem leria. Durante os anos de vida deste projeto, tudo aconteceu em minha vida, muitas vezes me obrigando a deixar ele de lado.
Não é fácil quando escolhemos trilhar um passo com pés no chão e nas estrelas. São tropeços, tombos, voos e muitos caminhos multidimensionais para tomar. E nem sempre a gente quer ter que decidir pra onde ir ou mesmo se mover em alguma direção.
Pelo menos neste ano, pouco pude fazer aqui, mas ao redor fiz muito. Conheci pessoas incríveis que tem um comprometimento enorme com o mundo. Salvam animais abandonados ou em perigo, pensam na saúde das árvores, cuidam de gente que está desenganada. Desses encontros fui achando que xamanismo não é só toque de tambor ou pito no cachimbo. É falar sobre estas pessoas, mostrar caminhos para entrarmos numa harmonia maior com nosso planeta. E assim, sem notar fui dando um rumo novo pra este meu cantinho.
Espero nos próximos dias, semanas, meses, contar histórias de gente que se importa, que cria, cuida. Gente que aprendeu a tocar o tambor direto com seu coração.
Então, vamos lá, força, porque quero honrar minha palavra.
E pra terminar, falando ainda sobre este novo começo, também decidi contribuir e minha maneira foi a mais verdadeira para mim. 
Já passei por alguns lutos e quase perdi alguns de meus filhos. Isso não aconteceu porque uma força de uma natureza mais generosa me tomou nos braços e me ensinou alguns ritos de conecção. Precisamos entender que laços entre homens e bichos também são sagrados, também precisam ser ritualizados, honrados e respeitados, por isso dessa Roda de Cura para Animais.      

24.5.13

A IMAGINAÇÃO NA CURA

A IMAGINAÇÃO NA CURA [work in process]

A ciência flerta com o xamanismo á muito tempo. A IMAGINAÇÃO NA CURA  é um mergulho profundo neste namoro, proposta por Jeanne Achterberg.
Horas se fazendo valer de arquétipos comuns á medicina ancestral, horas desenhando um quadro com referências cientificas, é proposto uma narrativa comparativa fascinante.
O grande tema é o pensamento articulado em imagens e o poder curativo delas, em campos diversos como momentos de ruptura, luto e até  próximo do fim, como nos casos de doenças terminiais. Um estudo que leva a pensar pontualmente na técnica de Resgate da Alma.
Todo processo investigatório deste argumento é desdobrado com propriedade pela autora, autores na verdade, uma vez que no prefácio ela cita seu marido como real mentor intelectual. 

Xamanismo é um extenso território a se conquistar, não podemos nos valer apenas de um repertório limitado de rituais encenados, buscando a iluminação ou a cura. É preciso um estudo aprofundando desta cultural por outro viés. A leitura deste livro se torna quase que obrigatória para quem quer trilhar esta jornada.     

Release:
Combinando as práticas dos antigos curadores com as últimas aquisições da medicina moderna, este livro mostra como o uso sistemático de imagens pode auxiliar os pacientes durante eventos dolorosos como o parto, tratamento de queimaduras ou até mesmo exercendo uma influência positiva no tratamento do câncer.

23.5.13

CINECLUBE Toca Do ONÇA

Tem filmes que ganham nossos corações por motivos quase inconfessáveis. 
HAXAN A Feitiçaria Através Dos Tempos é uma dessas produções que flutuam entre o encantado e o risível. Com pretensão de ser um estudo sobre a feitiçaria, acaba sendo uma absurdo tão pitoresco que fica impossível não se render ao que vemos.
Escolhi abrir meu CINECLUBE com esta joia rara, por motivos mais óbvios que a produção. O evento acontecerá numa convenção, de bruxas e magos. É um programa para ser degustado frame a frame e aí entra sua segunda ou primeira qualidade, são construídas imagens tão próximas ao imaginário da bruxaria e de forma tão bem desenhada, que se torna um deleite visual. A Feitiçaria Através dos Tempos cumpre o que promove, acaba nos enfeitiçando.
Mas é com BAB'AZIZ que tudo começa. É com esse poema filmado, sobre um sufi que atravessa o deserto da Tunísia com sua neta, para encontrar com os dervixes durante um evento que acontece de trinta em trinta anos, que abro o CINECLUBE Toca Do Onça.
Outra escolha acertada, porque o tema deste 10°encontro, são os Nômades.
HAXAN A Feitiçaria Através dos Tempos

6.5.13

INDIOS
A Medicina dos Evocadores de Espíritos
A Sabedoria dos Peregrinos Cósmicos
Em um caminhos possível 

EmAGO2013
O Xamanismo e as Raízes Urbanas


O Xamanismo é uma herança de nossos antepassados e sendo uma cultura ancestral de muita valia, foi incorporada nas últimas décadas pelas Urbes do planeta, como uma prática New Age, numa proposta que muitas vezes foge a sua raiz.
Entendam que parte deste processo é ter ou saber tocar um tambor, se conectar com um animal aliado ou expandir a consciência em rituais com as plantas de poder, mas como eu disse: parte.
A ritualística das práticas xamânicas, visa um entendimento nosso, que estamos conectados á forças invisíveis e um avanço em nosso status evolucional e ponto. Isso por que fora do contexto, muito que fazemos [dentro desta forma de viver], se perdeu ou ainda não se achou.
Para praticar o xamanismo é preciso entender que toda ação pode levar á um alto conhecimento. Á outro estado mais profundo de consciência. Esta informação traduz que temos um controle de nossas vidas. Para usarmos este legado de ferramentas é preciso não se prender a forma que foi recontada e reinventada necessariamente. Ninguém vai se conectar com um Búfalo, tão fácil assim e temos aí o animismo, as projeções para explicar muito do que se acha que se faz por aí. Podemos ser mais modestos e nos conectarmos com nossos sentimentos, só pra começo de conversa. Fora isso, tudo vira uma grande encenação, um circo de mágicos, animais enjaulados e todo um picadeiro que termina quando o show acaba.
Em 13 anos de jornada, sinto falta de modelos. Homens que encarem este caminho com a devida seriedade e comprometimento que ele merece. Pouco e ralo foi meu contato com referências ou lideranças verdadeiramente xamãnicas. E a parte alguns pontos de vista, o problema não está em encontrar um xamã de linhagem no Brasil, mas em saber de alguém que não vive um estereótipo de conector. 
Todos somos xamãs pela essência, na verdade todas as formas de vida são. Animais, plantas, todos somos veículos de cura para nós mesmos e para o coletivo. A origem da palavra atenta ao papel de um homem que desempenha a função de despertar o espírito, então já que modernizamos a profissão, vamos redefinir o processo seletivo.
Eu proponho que cada um que tenha lido este texto, que pare por algum tempo e se sinta pronto para recomeçar. Que encare a própria vida como uma jornada onde se trilha sem dinheiro no bolso. É preciso trocar para sobreviver neste lugar. Então esta jornada pede que a cada passo, entremos em contato com nossos pontos vulneráveis e também traga gratas surpresas na forma de qualidades que desconhecíamos.
São estas descobertas, estes insights que vão definir que peregrinos somos e nos tornar capazes de interferir em nosso eco sistema.  

5.5.13

E assim evoco a sagrada
 MEDICINA DA FLORESTA

[Merging Wisdow_de Charles Frizzell]

O pensamento, livre, pousa em qualquer lugar.
Em solo sagrado ou mesmo em desertos e abismos.
E se leva uma vida inteira [quando bem aproveitada], para tornar o pensamento: um aliado.
Solto, ele nos reserva toda sorte de experiências. Passeia pela floresta de nossos medos, revoa com a tristeza e se perde nos labirintos confusos que habitam dentro de nós.
Um dia pode nos dar a visão paradisíaca de uma grande conquista, mas de repente a chuva e novamente a escuridão.
E podia ser assim pra sempre, em nossas vidas.
E como grande parte da humanidade, vivermos nosso próprio abandono.
Mas vindo mais alto, do que o pensamento pode alcançar ou pensar voar. Vindo quase que do espaço: um convite.

Uma proposta de uma experiência, que rompa com a dor do abandono de nós mesmos e de nossos sonhos.
Um convite para experimentar o oculto. Um convite para a conexão,
Para em meio a mantras e sons de tambores: se re-inventar,
Para imergir nas águas mistéricas: da vida,
Para provar a magia,
Para resgatar a criança que deixamos pra trás,
Para resgatar nosso poder,
Para finalmente, nos amarmos,
Para enfim: gozar a liberdade

E de um simples chá de gosto de terra, partir para uma viagem de alto conhecimento, redenção e renascimento.
A Ayahuasca fala com nossa mente e a ensina a ver: com o coração.
Muitos irão contar milhares de histórias sobre: o que viram, sobre o que não viram ou pensaram ver.
Mas,...
É tudo bem mais simples. É experimentar o amor.
Deste ritual, não importa quem lhe trouxe a luz. Se Cristo, Ganesha, o Povo Águia ou seres angelicais. Porque todos trazem a mesma verdade. O AMOR.
E pode parecer fácil, mas não é.
Experimentar o amor quando a grande maioria de nós, não se sabe amar: é extremamente doloroso.
Revisitar sua vida e notar a ausência total de alto estima: faz chorar.
Freud considerava o sonho como o impulso sadio que nos equilibra o espírito.
Um homem que não sonha,... Um homem que abandona seus sonhos: simplesmente se entrega a uma existência dolorosa. Morre em vida. Germina no deserto.
E muito de nós, nos acostumamos a não sonhar.
Não podemos, apenas.
Não merecemos: sermos plenos.
Mas a Ayahuasca, Rainha da Floresta, nos mantém em estado onírico. Encantados.
E como que sonhando acordados, podemos fazer uma ponte lúcida e mágica de nosso inconsciente com nossa consciência.
A sensação é de sentir multidimensional, muitos e acima de tudo: amparados por nós mesmos. Em paz.
E agindo em nosso corpo [desarma armadilhas], que uma vida inteira construiu.
E vence nossas resistências e sistemas de boicote,
Apresenta saídas,
E nos fortalece, onde cairíamos: dias depois.
E nos conecta com nossa essência, pelas portas do corpo.
E o homem que sabe de si, que houve seu coração: jamais erra seu caminho.
E mesmo assim, muitos resumem toda esta imersão,... Tudo, em apenas: um ou outro momento em que “passaram mal”.
Porque é assim que levam suas vidas. Focados no lado ruim de tudo, o que lhes acontecem. Vivendo sem esperanças.
E pra alguém que não permite sentir seu coração.
Para alguém que teme o amor, a interpretação deste ritual [com certeza], é  a leitura distorcida do momento em que todo veneno deixa o corpo. O tornando mais sadio, segundos depois.
Mas há o medo de se libertar.
E para nós, que nos intoxicamos diariamente [com uma vida, com a qual não sonhamos], será este o motivo para não tentarmos?
E faz algum sentido, perder a chance de nos lançarmos numa aventura cósmica, porque alguém [na posse de sua covardia] espalhou que é ruim?
Eu digo que num Universo de grandes encontros e experimentos, para me tornar um homem mais lúcido,... Se algum dia eu “passei mal”, isso não significou nada, diante a visão de cada pedaço de mim. De cada parte abandonada minha e sem amor. De cada lágrima por me ver tão despedaçado e por [em seguida], ser refeito desta vez mais forte e untado com AMOR.
Na antiga Grécia [os deuses eram assim chamados], porque rompiam com seu: thimos. A medida imposta, que para qualquer mortal: era o limite de sua natureza.
Mas que para um deus, o portal de morte e renascimento. A natureza da transformação e superação. A coragem e os instrumentos para mudar.
Este convite pode estar se perdendo perante suas certezas e convicções.
Se desfazendo diante a voz mais alta [que te segue], te impedindo de experimentar a paz e a conexão.
E acredite, somos protegidos por imensos muros feitos de medo, quando do outro lado bate o sol e quer entrar o amor.
Mas com esperança que missão seja cumprida, lembro:
Muito pouco no mundo [pode ser feito por nós mesmos], que estamos perdidos em nossas rotas de fuga e conchavos com a dor.
E de repente uma única carta pode ser celestial na sua origem. Canalizada e enviada por muito que querem seu bem.
E que por essas linhas, pode haver uma semente que os homens chamam de milagre.
Leia mil vezes mais, cada palavra deste chamado e desconfie das resistências.
Existe um pensamento, que quer plantar o medo e alimentar seu ego.
Há o vício provocado pelo abandono.
Mas minhas mãos, hoje trabalharam para lhe resgatar o espírito e lhes devolver o poder.
Não transformem tudo, em mais uma luz que se apagou.

Coragem,
Aceite mesmo que por curiosidade este movimento,
Ultrapasse seu thimos,
E se desperte Deus de sua própria criação.
AHOW

[nota]: Encontrei este texto á minha espera por anos, dias atrás. 
Nada mudou todo este tempo dentro de mim. Prova que foi escrito com minha alma.

11.4.13

FANTOCHES do MEIO-DIA

Quando o assunto são fantoches, bonecos, marionetes e afins, sou o primeiro a querer ir, conhecer, aprender a fazer e se der: comprar. 
Desde pequeno minha brincadeira era criar, como se eu fosse um Victor Frankenstein e minhas crias, sempre monstros. 
Hoje Shaivista sinto ou justifico em Shiva, minha predileção pelo esquisito, por este seres paridos numa natureza criativa, psicodélica, estranha e muitas vezes, até sinistra.
Quando encarei este folder dominado por este gato preto, veio toda vontade de participar desta oficina. Só que de criança, só ficou o que sou por dentro. Será que consigo um sobrinho emprestado até domingo?
E pra falar em infância, a minha foi vivida nos pátios de uma escola que ficava nos Jardins, na Rua Fernão Cardim. A Escola Guilherme de Almeida. 


Casa Guilherme de Almeida
Rua Macapá 187 
Pacaembu 





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neste DOM 14 ABR das 15H00 as 17H00
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