20.1.10

Vasanti Panchami_[Parte Um]

OM SRI SARASWATI NAMAHAH

A anunciação da Primavera se fez, neste amanhecer.
E as cores se erguem no horizonte, alvorecendo seu festival: que breve virá.
Uma parte de nossa Mãe Terra, parece ser de uma natureza inversa, espelhada.
Mas é um braço de um mesmo corpo e uma extensão de um todo.
Se hoje na India é uma nova estação, somos em parte: um outro começo.
E como células desta tribo, nós seres-vivos podemos dizer:
É Vasant Panchami!
A pura e total manifestação de arte, beleza e conhecimento.
Em suas origens, um rio que alimentava e a fluidez em curso.
Ventre materno da língua dos deuses e dos homens. Matéria que seus filhos, nós os escritores, chamamos: sânscrito.
Filha da eternizada conexão de Shiva e Durga. E consorte do criador.
E que em meio ao infinito, se abre como a primavera, em nossas existências.

Jaya Deva! Jaya! Sarawasti Vandana!
Saraswati surge acompanhada de sua montaria. E confortável se apoia sobre o dicernimento e a pureza [Sattwa Guna], concretizados em um enorme Cisne Branco.
Por uma de suas mãos, a mala é erguida à sorte de nossa devoção.
Outros dedos tocam a Veena [alaúde] nos harmonizando ao poder invisível e agregador do amor.
O terceiro braço empunha a lótus [Padma], símbolo do verdadeiro conhecimento ou nos apresenta as escrituras sagradas, nos abrindo os portais do saber.
E a dança de seus quatro braços, representa [em cada qual], um dos aspectos da personalidade humana: no aprendizado. Mente, intelecto, alerta e ego.
Nós a reverenciamos ao amanhecer da primavera e assim chamamos este dia auspicioso de: Vasant Panchami.
E por toda Índia, todos se vestem de amarelo e trocam suas veste brancas por veste da mesma cor.
E por toda India e Jardins Siderais evocamos Lord Kamadeva: a essência sagrada do amor.
Nesta data, durante os eventos de celebração de nossas conecções, o início é lembrado: em seus começos mais remotos.
É o momento de cultuarmos nossa ancestralidade e este ritual é chamado de Pitri-Tarpan.

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