30.3.17


Houvesse tempo outro, que não o agora. 
Uma janela no Espaço, que pudesse me lançar num salto.
O desdobramento, ser uma flecha arranhando o invisível.
Um pensamento rasgando o impossível, enquanto vai de um ponto á outro extremo.
Seria eu um Pássaro, serei eu o voo, o caminho por entre rotas estelares
Vim parar num campo magnético, elétrico, um pulso atômico
Estou vivo e agora sou Deus. 
Estou DESPERTO